Fui eu.
Todo homem tem um desejo interno enorme de se superar e experimentar o novo. Eu sempre fui assim e por este motivo acabei provando muito o sabor do bem e do mal. Na verdade a experiência não é sinal de evolução e às vezes sucumbe como a necrose de uma sutura mal feita, como um vicio exuberante e egoísta. Ouvi dizerem que sabiam o que fiz no verão passado e me rebelei. Rebelei contra mim mesmo, contra o que eu sábia ser verdade, mas que pelo simples fato da revolta me neguei a aceitar. Quis saber o limite do meu corpo e me entorpeci em busca de respostas, em busca de paz ou apenas inércia, alegria desnecessária e sem razão que me fizesse deixar de pensar em tudo que eu via. Tudo que eu quis foi deixar de ver, de entender e de sentir. Em algum momento na insanidade ludibriada de vodka, wisky e um charuto barato eu me desconstruí e devo admitir que foi único. Em partes, juntei meus cacos no chão e decidi que aquele caminho na era para mim. Na verdade a reviravolta de minha vida s...