Ficamos antiquados.

Talvez por culpa da agilidade das redes sociais, talvez por culpa da quantidade de aplicativos que surgem parecendo um ataque compulsivo e epidêmico se espalhando e devastando tudo que encontram pela frente; talvez por falta de cultura ou quem sabe por que pessoas que não deveriam carregam seus smarphones como armas atirando e apontando para todos os lados, não faz sentido, mas qualquer alguém não sabe usar uma arma, tudo que ela consegue é o caos.

Sim, eu me sinto em um meio caótico, na verdade é  como estar-se deslocado de um mundo fútil e as vezes me sentir obrigado a cair no misto de futilidade, infantilidade e ignorância que abunda pelo oeste de meu peito, no entanto, o pior é que não posso sequer culpar a vulnerabilidade humana que habita dentro de mim.

Já estão conseguindo extinguir a música, as bandas, um pouco dos blogs. Estão resumindo uma vida em cento e quarenta carácteres ou criando mártires da boa vontade com baldes de gelo. Estou particularmente preocupado com o que espera este globo de terra e água e creio muito que não há muito tempo para reaver ao menos os cérebros.

Sendo assim, fica a saudade do ouro das eras:...


"Mais uma dose, é claro que eu to afim.
A noite nunca tem fim. Porque que a gente assim.
Agora fica comigo e não desgruda de mim.
Vê se ao menos me engole baby e não me mastigue assim.
Canibais de nós mesmos antes que a terra nos como.
Cem grama, sem dramas.
Porque a gente é assim". [Cazuza]


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